O que fazer para não repetimos o erro visto no filme Wall-e?
Com o aquecimento global em evidência, muitas atividades e estudos estão sendo criados para tentar minimizar ou diminuir os reflexos sobre o nosso coitado planeta.
Estamos vivendo um aumento de produção e armazenamento de dados. Para tal, faz-se necessário mais energia. A Agência Internacional de Energia prevê que em 2030 tenhamos um aumento de 50% a 60% de demanda energética. Como sabemos, lá nas aulas de física no 2° grau, energia gera calor. Calor gera aquecimento global.
Uma alternativa para reduzir os recursos como água e energia elétrica, são a implementação de sistemas de virtualização, softwares e serviços que gerenciam a utilização da infra-estrutura.
Com a virtualização, Sérgio Rubinato da Unisys, afirma que “É possível reduzir em 30% a 35% os gastos de energia elétrica e refrigeração”.
Os processadores também são grandes vilões. Processadores mais antigos, de um único núcleo consomem cerca de 130W. Empresas como a Intel, preocupada com o problema da energia, lançou processadores menos papões de energia. Processadores de quatro núcleos, por exemplo, consomem 50W.
Outro ponto importante que afeta diretamente o Planeta, são os componentes eletrônicos e suas substâncias tóxicas lançadas e armazenadas de forma inadequada. Dois problemas são acarretados:
1. Leva-se milhares de anos para um lixo eletrônico se decompor,
2. As substâncias tóxicas, como chumbo e mercúrio, podem contaminar o solo ou os lençóis freáticos e causar doenças como câncer.
Todos concordamos (com os cientistas, claro!) que as alterações climáticas estão sendo causadas pelas emissões de gases (dióxido de carbono) causadores do efeito-estufa. O dióxido de carbono é produzido pela queima de combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo.
As empresas preocupadas com questões como “custos” e “meio ambiente”, estão buscado alternativas para minimizar este quadro.
Uma das soluções encontradas para fazer com que a emissão de gases diminuam, foi a criação dos “Créditos de carbono” no Protocolo de Quioto. A ONU exige que 38 países, considerados os mais industrializados do mundo, reduzam a emissão de gases que causam o efeito estufa.
A fabricação de produtos eletrônicos é um problema. Em 2004, para a produção de uma estação de trabalho com monitor CRT de 17”, foram utilizados 240kg de combustíveis fósseis, 22kg de produtos químicos e 1,4 mil litros de água. Dados do livro: Computers and the Environment: Understanding and Managing their impacts.
Como já sabemos, nossos Governantes adoram impostos. Então o que fizeram? Criaram dois impostos para a reciclagem de produtos de eletrônica.
1. Recolhimento do equipamento
2. Destino dos resíduos.
Isso faz com que a produção de um equipamento ecologicamente correto, seja mais custoso. Provavelmente este valor será repassado ao consumidor (estou supondo).
Entretanto, João Carlos Redondo, da Itautec, comenta que a economia gerada pode ser imediata. “Por exemplo, a produção sem chumbo custa mais no início, mas depois tenho um produto no final do seu ciclo de vida muito mais simples e menos oneroso para reciclar”, diz.
Identificamos 4 fatores que farão deste planeta, um planeta bem longe do qual vimos no filme Wall-e:
1. Reciclar produtos de informática,
2. Substituir metais pesados,
3. Usar de forma mais eficiente a energia elétrica,
4. Reduzir a emissão de carbono.
Os donos de poços de petróleo não vão gostar!!!
Abraços e até o próximo post.
Bruno Amaral
Referências:
http://www.itweb.com.br/noticias/index.asp?cod=48073
http://www.channelworld.com.br/gestao/2007/09/12/idgnoticia.2007-09-12.0352255334/